Designer hackeia máquina de tricô para reproduzir imagens digitais

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Editora Globo
RENDA-SE: Para não ser confundido com assaltante, Salomone imprimiu seu rosto no gorro. E não parou mais
Os hackers são conhecidos por invadir sites governamentais, driblar a segurança online de bancos e forjar notícias em portais de informação. Mas o nova-iorquino Andrew Salomone tratou de dar uma cara, digamos, mais fashion a essa atividade. Ele resolveu hackear uma máquina de tricô para reproduzir imagens digitais nas peças feitas de linha e lã — o que as velhas agulhas da vovó jamais conseguiriam. 

Com a ajuda de amigos entendidos em tecnologia, Salomone, que é designer, conseguiu ligar uma antiga máquina Brother KH-930e elétrica a um computador via USB e fazer com que ela funcionasse como uma impressora. Em vez de tinta ou laser, usando fios de lã para imprimir a imagem desejada.

A ideia surgiu porque Andrew passava muito frio no inverno, já que seu quarto não tinha calefação. Decidiu, então, usar uma balaclava (gorro que cobre a cara inteira). Reproduziu seu próprio rosto na peça para que os vizinhos não pensassem que era um assaltante.

O designer gostou da brincadeira e começou a fazer mais peças, como um suéter com a cara do humorista Bill Cosby. “Às vezes, preciso adaptar as imagens às dimensões possíveis de serem impressas.”

As fotos devem ter até 200 pixels. Esta é a quantidade de agulhas da máquina, um modelo industrial, mais parecido com um tear. Assim, cada agulhada “imprimiria” um pixel. Tirando esta restrição, a criatividade é o limite.