Anunciantes criticam novo Internet Explorer por impedir rastreamento on-line Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/tecnologia/anunciantes-criticam-novo-internet-explorer-por-impedir-rastreamento-on-line-6268623#ixzz28RZB57Ro © 1996 - 2012. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.

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SÃO FRANCISCO - Um grupo industrial afirmou que uma ferramenta da versão mais recente do navegador Internet Explorer, da Microsoft Corp que diz a sites para não controlarem a atividade on-line dos internautas é ruim para os anunciantes e prejudicaria a concorrência.

A ferramenta “Não Rastrear” não deveria ser ativada por padrão na atualização do navegador, disse a diretoria da Associação Nacional de Anunciantes, em uma carta ao CEO da Microsoft Steve Ballmer. O comunicado foi assinado por executivos de marketing e vendas de mais de 30 empresas, incluindo a Coca-Cola Co., Ford Motor Co., Wal-Mart Stores Inc. e American Express Co.
A Microsoft planeja incluir a versão do Internet Explorer 10 com o Windows 8 — versão mais recente de seu sistema operacional de computador pessoal que será lançado ainda este mês. A medida reduz opções para os consumidores que utilizam o navegador, que já é dono de 43% do mercado dos EUA, afirmou a associação.
“Se a Microsoft for em frente com essa ferramenta, ela vai minar a eficácia da publicidade dos nossos membros e, como resultado, drasticamente danificar a experiência on-line, reduzindo o conteúdo da internet e as ofertas de anúncios”, afirmou a associação em carta, que foi publicada em seu site. “Este resultado irá prejudicar os consumidores e a concorrência, além de minar a inovação americana e a liderança na economia da internet.”
Jennifer McCarthy, porta-voz da Microsoft, se recusou a comentar sobre a carta. Um artigo da Adweek escrito por Rik van der Kooi, vice-presidente do grupo de anunciantes e editores, diz que a ferramenta poderia ser facilmente ligada ou desligada, dando aos usuários uma escolha, em vez de ser acionada como padrão.
“Temos a tese de que os consumidores querem mais visibilidade sobre como seus dados são usados ​e eles estão começando a ver o valor dessas informações — já visto há um longo tempo pelos anunciantes”, escreveu Van der Kooi no artigo.


Via OGLOBO